Guardei no armário as memórias do que havia me levado até ali porque elas voltariam a alimentar minha vida a medida que fosse trilhando novos caminhos. Naquele dia me dei conta de que Deus estava ali, deitado ao meu lado, grandioso naquele corpo pequenino, delicado, lindo, olhando pra mim, feliz por ter me escolhido. Perfeito. A vida começava, era simples. Este era o presente divino, a razão da existência humana,o milagre da vida que agora me acompanhava. Como se eu já esperasse por essa vida antes mesmo de personificar minha existência. E como se não bastasse tamanha bondade divina, um ano depois, colocou-me nos braços outro presente de vida, reforçando seu amor incondicional.
O que poderia tirar a alegria que nasceu em mim naquele dia se sou tão privilegiada? penso no Presente divino...e procuro nao esquecer de lembrar do que é perfeito, sublime.
A vida as vezes parece ter um peso enorme, parece perder-se num labirinto de problemas. Os caminhos cheios de pedras e buracos impedindo a passagem... tropeço em paradoxos e por um momento me esqueço de que esse é justamente o caminho da "passagem". Caio em mim e agradeço pela oportunidade de estar vivo.
Acordo, trabalho e quando chego em casa, muitas vezes brigando pela bagunça que encontro e tropeçando em pares de tênis, recebo os afagos abençoados de dois anjos que estão sempre a minha espera.
E o dia termina.E a vida recomeça.
Graças a Deus.
Stela Terra
2 comentários:
muito...muito....lindo!!!!!!
Como é intenso o sentimento da gente em relação aos nossos "anjinhos". Eles preechem a nossa casa, a nossa vida... é uma sensação inenarrável!
Parabéns pelo texo... muito bonito.
Bjs
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